sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TECNOLOGIA INFORMACIONAL APLICADA AO ENSINO/APRENDIZAGEM DE GEOGRAFIA: UNIVERSIDADES EAD’s, MOCINHO OU VILÕES NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO?

O ensino de geografia desde a sua criação vem carregando consigo uma crise existencial. Os primeiros teóricos que fala sobre a determinada ciência gladiaram-se para seguir um pressuposto que não chegava à conclusão alguma. Tem-se a geografia hoje, depois de muito tempo de crises, uma ciência ainda sem vertente especifica e sem corrente de pensamento hegemônico. O “ensinar geografia”, tanto no ensino básico quanto no ensino superior se tornou e ainda é um ensino fragmentado. Antes de falarmos sobre a influência da tecnologia no ensino de geografia, nos perguntamos: como se ensinar geografia? O que se ensinar?
A geografia é uma ciência múltipla, pois carrega consigo não só aspectos da ciência humana como também da ciência natural e exata. Por motivo dessa multiplicidade de conteúdos que podem ser abordados no ensino de geografia, trabalhá-las em sala de aula com o auxilio das novas tecnologias que temos hoje se tornou mais fácil, porém complexa para muitos. O grande paradoxo que adentra na discussão do ensino de geografia nas universidades EAD’s é a seguinte: há possibilidade de se ensinar e aprender geografia igualmente tanto nas Universidades EAD’s quanto nas Universidades Presenciais?
As tecnologias da informação vêm mostrando a todos que é possível. Estudantes graduandos do ensino presencial descriminam e banalizam o ensino a distância pelo fato do professor não estar dia-a-dia em sala de aula com os estudantes e a carga horária de ambas as partes serem diferenciadas, mas podemos perceber enquanto estudante de universidade presencial que a aprendizagem ela não se dar de forma uniformemente para todos, e uma grande parte não aprende desse método do dia-a-dia com o professor. O ensino de geografia não está no tempo estipulado pela universidade para um determinado componente curricular, mas sim do conhecimento e do discurso do professor que media a aula.
Tomando como exemplo uma experiência vivida, tive a oportunidade de assistir algumas aulas na Universidade Norte do Paraná (UNOPAR – EAD), e pude diagnosticar que a qualidade da tecnologia aplicada naquele momento da aula influenciou não só no ensino de geografia, mas também no processo de aprendizagem dos estudantes, pois aqueles (em grande maioria) que estuda universidade à distancia tem de certa forma um compromisso a mais em sua aprendizagem, e todo esse processo que hoje é feito pelas universidades a distancia tem como base as novas tecnologias, já que as aulas são transmitidas ao vivo e os questionamento que os alunos tiverem são respondidos imediatamente.
Mas infelizmente a realidade do ensino nas Universidades EAD’s não é igual. Muitas delas a exemplo da FTC (campus de Valente – BA) percebem-se uma defasagem muito grande do ensino, pois pode-se diagnostica que os recursos tecnológicos (se é que se pode chamar de tecnologias) não são tão atuais. Aulas ainda são dadas em fitas cassetes ou no máximo DVD’s, que ajuda a sustentar essa imagem de “Universidades reprodutoras de diplomas”, já que olhando determinada situação seguindo a corrente Determinista, as tecnologias inseridas naquele ambiente não condicionam ao ensino e nem a aprendizagem da geografia no ensino superior.
Em suma, enquanto o Ministério da Educação (MEC) continuar aprovando cursos tanto presenciais que necessitam também de auxílios tecnológicos para a sua desenvoltura e principalmente os cursos de Universidades EAD’s que aplicam métodos ultrapassados, o ensino superior continuará defasado e inadimplente, pois as tecnologias assim como um plano de aula do professor devem ser inovado e aplicado de forma dinâmica nas salas universitárias, pois só assim o ensino superior brasileiro e principalmente o ensino superior EAD, terá valor e respeito não só por estudantes de graduação de universidades presenciais mais também terá um respeito a mais no mercado de trabalho que ainda marginalizam aqueles sujeitos oriundos das Universidades à Distância.

                                                                                                              Autor: Bismarque Lopes Pinto.

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